Common Action Forum 2023

Juntos pelo mundo
Brasília, Brasil | 11-12 de Agosto, 2023
Memorial Juscelino Kubitschek – Memorial dos Povos Indígenas

CAF 2023 Informe.pdf
[ tradução não disponível ] veja em inglês ou espanhol
Introdução

A invasão da “Praça dos Três Poderes” em janeiro de 2023, exatamente dois anos após a insurreição no Capitólio dos EUA, simboliza a inegável deterioração dos padrões democráticos provocada pela perda de confiança institucional, pela ascensão dos poderes corporativos e por uma campanha permanente de grupos reacionários. Meio século de neoliberalismo não nos legou apenas um planeta à beira do colapso; o triunfo do consumidor sobre o cidadão também fragmentou nossas sociedades, inflamou a desigualdade econômica e alimentou a radicalização da direita.

Da geopolítica à economia, os modelos dominantes e inter-relacionados de governança estão em crise. A Covid-19, a guerra na Ucrânia e suas ramificações são as mais recentes expressões de um paradigma em colapso. A ascensão do populismo de extrema direita e a fragmentação da sociedade da qual ele se alimenta são sintomas e fatores aceleradores desse processo. Combinados com um colapso climático em grande parte não solucionado, eles destacam o fracasso da ordem internacional em proteger a vida e a paz – especialmente para os povos do Sul Global, tradicionalmente excluídos da tomada de decisões.

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Para articular um pacto amplo que garanta o progresso humano em um planeta sustentável, o Fórum de Ação Comum (Common Action Forum) e outras organizações com ideias afins reunirão líderes internacionais, representantes e especialistas de todo o mundo.

Há muito tempo o Brasil está na vanguarda da luta por uma ordem mundial multilateral, multipolar e pacífica. O retorno do presidente Lula representa uma oportunidade única de devolver ao país sua posição de facilitador global, não apenas entre presidentes e primeiros-ministros, mas também entre movimentos sociais e sindicatos de base.

Esses sinais mostram que a mudança para uma ordem global diferente é inevitável. As janelas estão abertas. E, embora isso não aconteça da noite para o dia, o equilíbrio resultante dessa transição determinará como a civilização enfrentará as próximas décadas, o que é crucial para a continuidade de nossa espécie e de outras. Uma ordem frágil e assimétrica, caracterizada por uma espiral de competição por poder e o esgotamento de recursos naturais, está fadada a repetir os mesmos erros de sua antecessora, e simplesmente não temos mais tempo.

O futuro depende de nossa capacidade de interromper esse ciclo de deterioração e forjar um novo caminho rumo a um futuro pacífico, sustentável e democrático. Se já houve um momento para uma ação política transformadora, esse momento é agora. Juntos, precisamos alcançar a coesão necessária para realmente evitar o colapso climático, o aumento das desigualdades e a escalada do conflito global. O futuro não pode esperar!

Sessões
[ Memorial Juscelino Kubitschek ]

ABERTURA & 1ª SESSÃO
Proteger a democracia para garantir pactos sociais
Sexta-feira, 11.08.2023 | 10:00 hs

Boas-vindas institucionais:
Murilo KomniskiWadah Khanfar

Palestra de abertura:
José Luis Rodríguez Zapatero

Painelistas:
Manuela CarmenaMaria Fernanda Ramos CoelhoSalil Shetty

Anfitriã:
Heloísa Villela

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A maturidade das nações continua a ser medida em relação ao ideal da democracia plena, representada pelas virtudes públicas da participação e da liberdade de expressão. Em tal sistema, todos os setores da sociedade devem ser capazes de alinhar suas aspirações com suas responsabilidades, reforçando os pactos sociais que dão coerência à vida cotidiana. A busca desse objetivo exige uma reflexão profunda sobre o papel dos principais atores, tanto indivíduais quanto institucionais, e o cultivo de uma visão de mundo capaz de discernir as armadilhas de uma narrativa hegemônica capciosa que legitima as morais duplas e corrói a confiança coletiva. Sob a sombra das catástrofes ambientais, das novas tecnologias e das crescentes desigualdades, surge uma busca profunda para tentar salvaguardar a dignidade e a justiça.

2ª SESSÃO
De identidades fragmentadas a um corpo político
Sexta-feira, 11.08.2023 | 11:30 hs
Painelistas:
Jessé SouzaPetra StienenVeronika Mendoza

Anfitrião:
Paulo Abrão

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Alguns argumentam que as duas últimas décadas foram um terreno fértil para a luta contra as estruturas tradicionais de dominação: ativismo, engajamento político, novas formas de coordenação e até mesmo o princípio da diversidade (muitas vezes cooptado pelo neoliberalismo desde a década de 1970) facilitaram a ação coletiva, desde as primeiras faíscas da Primavera Árabe até a militância climática ou os movimentos BlackLivesMatter e MeToo. No entanto, a falta de um objetivo comum ligado a um tipo de solidariedade universal colocou em dúvida a obtenção de resultados sólidos em termos de justiça social global. Além disso, a monetização, a censura e o efeito colateral dos algoritmos de conteúdo estão alimentando ainda mais a fragmentação, as bolhas ideológicas, o discurso de ódio e uma contra-narrativa mais ampla liderada por grupos reacionários que veem essas causas como inimigas. Como os movimentos sociais que conhecemos podem se equipar para se unir em torno de uma narrativa comum?

3ª SESSÃO
Além da liberdade para desinformar
Sexta-feira, 11.08.2023 | 15:00 hs
Abertura:
Edil Baisalov

Painelistas:
Inna AfinogenovaJean WyllysPedro Brieger

Anfitrião:
Gaspard Estrada

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Não faz muito tempo, o mundo se alegrava com as possibilidades oferecidas pelo desenvolvimento tecnológico para melhorar nossas democracias. As tecnologias da informação e da comunicação transformaram radicalmente a maneira como nossas sociedades interagem, obscurecendo as fronteiras e acelerando a dinâmica do poder de maneiras que ainda lutamos para compreender. A catalisação dos fluxos de dados e a proliferação de novos padrões de conectividade também criaram um terreno fértil para o ruído, a ambiguidade e o engano total. Dia após dia, o uso da informação como uma arma a serviço do poder e os desafios regulatórios explícitos impostos pelas novas plataformas estão levando o modelo democrático a um ponto de ruptura. Assim como as regras de trânsito foram concebidas para proteger pedestres e motoristas e para facilitar e ordenar o fluxo de tráfego em uma determinada rua, como implementar um senso de responsabilidade nesse território altamente complexo de informações?

4ª SESSÃO
Promessas tecnológicas e a encruzilhada da cidadania
Sexta-feira, 11.08.2023 | 16:30 hs
Painelistas:
Fabio SenneJamila VenturiniTesh Sidi

Anfitrião:
Patricio Cabello

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A transformação radical dos espaços sociotécnicos reconfigurou inevitavelmente os próprios princípios da cidadania. À medida que ela se consolida, as instituições, os processos, os direitos e os deveres que anteriormente moldavam esse conceito agora encontram novas maneiras de acomodar níveis maiores de participação. Mas, paradoxalmente, também surge uma realidade oposta: as divisões digitais e tecnológicas ameaçam reproduzir, perpetuar e potencialmente exacerbar a desigualdade e a exclusão que sustentavam nossa sociedade analógica. Com a velocidade, a opacidade e a complexidade como marcas registradas da natureza elusiva da inovação digital, a pergunta continua sendo urgente: como a autonomia humana pode transcender e prosperar além dessa estrutura?

[ Memorial dos Povos Indígenas ]

SESSÃO NOTURNA
Lições de futuros esquecidos e dos futuros para esquecer
Sexta-feira, 11.08.2023 | 18:00 hs

Líderes indígenas em conversa com John Ralston Saul
Projeção de desenhos de crianças indígenas brasileiras, com curadoria de El Fantasma de Heredia
Projeção de fotografias de Anabella Salem e animações de Jay Barros.
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As cosmologias historicamente marginalizadas das comunidades indígenas têm um potencial transformador que vai muito além da proteção da natureza e dos bens comuns. Na luta por suas terras ancestrais e pelo reconhecimento de seu sofrimento e de sua herança, os povos indígenas do mundo estão arriscando sua ontologia e suas vidas (e, em muitos casos, perdendo-as) para enfrentar o extrativismo, o colonialismo, o neoliberalismo e os outros princípios norteadores dos Estados modernos.
Os sistemas atuais de ideias e crenças estabelecem fronteiras artificiais entre o eu, a comunidade, a cultura, o tempo, a natureza e até mesmo a tecnologia. Agora, mais do que nunca, sob a crescente perseguição dos povos indígenas em todo o mundo, a adoção de epistemologias capazes de repensar a existência humana tornou-se tanto uma dívida geracional quanto uma oportunidade histórica.

5ª SESSÃO
Soberania alimentar e segurança energética em uma transição ecológica global
Sábado, 12.08.2023 | 10:00 hs

Abertura:
Pedro Manuel Moreno

Painelistas:
Achraf BoualiEduardo BarcesatLeticia Merino

Anfitrião:
Felipe Llamas

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Um mundo cada vez mais acelerado e cheio de crises nos mostrou, em menos de cinco anos, como doenças e guerras podem acabar com uma cadeia de suprimentos global que sustenta nada menos que centenas de milhões de pessoas. À medida que nos esforçamos para limitar o impacto da imprevisível mudança climática (e as doenças, guerras e tempestades que ela trará se não for controlada), agravada pelo colapso previsto da biodiversidade, também devemos nos esforçar para entender e agir sobre a enorme fragilidade do mundo que construímos. Nenhuma transição verde que aspire a um futuro realmente sustentável pode ignorar o que torna nosso presente injusto e insustentável. Além dos debates estéreis sobre a inevitabilidade da globalização, devemos agora olhar para outros modelos, antigos e novos, reconsiderando se devemos mudar o mundo para salvá-lo ou se somos nós que devemos mudar se quisermos salvar o mundo.

6ª SESSÃO
Mantendo o mundo abaixo de 1,5°: uma visão do Sul Global
Sábado, 12.08.2023 | 11:30 hs
Abertura:
Efraín Guadarrama

Painelistas:
Bruno GonçalvesEricka ÑancoJoão Afonso Zavattini

Anfitriã:
Sylvia Siqueira

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Neste planeta com padrões de mudança, o sistema econômico global e suas instituições devem abraçar o espaço fiscal necessário para uma transição verde. Uma transição que, para ser bem-sucedida, deve ser verdadeiramente justa e global. Isso significa finalmente permitir que o Sul Global reivindique um papel de liderança na transformação necessária. Também devemos refletir sobre as necessidades e o caminho a ser percorrido pelos países vulneráveis e em desenvolvimento, e sobre como responsabilizar os governos nacionais pelo cumprimento de seus compromissos com o clima e a biodiversidade. Em um momento de crescente negacionismo, mais vozes precisam demonstrar que investir na resiliência climática e na Positividade da Natureza em todo o mundo não se trata apenas de investir no potencial de solidariedade, reparações ou até mesmo de paz; trata-se das únicas ferramentas que permitirão que a humanidade supere a crise climática.

7ª SESSÃO
Recuperando a agenda de desenvolvimento global
Sábado, 12.08.2023 | 15:00 hs
Abertura:
Naledi Pandor

Painelistas:
Eduardo MoreiraPaolina VercoutereRaj Patel

Anfitrião:
Eduardo Leira

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Os apelos para reformular a atual arquitetura financeira e comercial global estão ganhando força em todo o mundo. No entanto, as instituições criadas para manter o equilíbrio na economia global muitas vezes prejudicam as necessidades mais urgentes dos países de baixa e média renda, impondo políticas que os forçam a desviar dinheiro dos setores mais cruciais em tempos de crise.

Uma agenda de desenvolvimento contra-hegemônica forte e bem articulada poderia não apenas redistribuir o equilíbrio global de poder, mas também responder de forma mais eficaz aos objetivos de desenvolvimento nacionais e regionais. Este painel tem como objetivo considerar como uma agenda de desenvolvimento contra-hegemônica poderia ser promovida, que tipo de instituições são necessárias para fazê-la funcionar e como ela pode servir melhor tanto à América Latina quanto ao restante do Sul Global.

ENCERRAMENTO & 8ª SESSÃO
Buscando a paz em meio às tensões globais
Sábado, 12.08.2023 | 16:30 hs
Discurso de encerramento:
Adrienne Clarkson

Painelistas:
Emad ShahinPaulo Sérgio PinheiroSishuwa Sishuwa

Anfitriã:
Arlene Clemesha

Encerramento institucional:
Rafael Heiber

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As tensões globais estão chegando a um ponto sem retorno. Em um ambiente de crescente competição entre as potências, as narrativas nacionalistas e belicistas de linha dura prosperam à medida que as nações do mundo se afastam umas das outras. A cooperação internacional é a chave não apenas para apagar as chamas da escalada, mas também para enfrentar os desafios socioeconômicos, ambientais e geopolíticos que geram o conflito em primeiro lugar. Em uma arena internacional cada vez mais multipolar, os esforços de multilateralismo são a chave para o reequilíbrio. Juntos, devemos encontrar maneiras de promover a paz de forma eficaz, evitando espirais de violência que colocam em risco toda a humanidade.

Participantes

Achraf Bouali
5ª SESSÃO – PAINELISTA

Achraf Bouali é um ex-diplomata de carreira com duas décadas de serviço no Ministério das Relações Exteriores da Holanda e ex-membro do Parlamento holandês. Ele foi nomeado pelo Secretário-Geral da OCDE em maio de 2022 como Chefe do Centro de Istambul da OCDE, o primeiro centro regional da organização.

Adrienne Clarkson
DISCURSO DE ENCERRAMENTO

Adrienne Clarkson é uma jornalista canadense nascida em Hong Kong que foi a 26.ª Governadora-Geral do Canadá (1999-2005). Elogiada pelos seus esforços para modernizar a instituição e com uma longa carreira nos meios de comunicação social, é co-fundadora e co-presidente do Institute for Canadian Citizenship, uma organização dedicada a incentivar a inclusão ativa dos imigrantes e a cidadania participativa.

Arlene Clemesha
8ª SESSÃO – ANFITRIÃ

Arlene Clemesha é uma renomada historiadora brasileira e comentarista de mídia. É professora de História Árabe na Universidade de São Paulo e é membro do Conselho Executivo do Fórum de Ação Comum. Arlene é autora de vários livros sobre a história moderna da Palestina e foi membro do Comité de Direção da Rede Internacional de Coordenação da ONU sobre a Palestina (ICNP-ONU).

Bruno Gonçalves
6ª SESSÃO – PAINELISTA

Bruno Gonçalves é um analista português, atual Secretário Geral da União Internacional da Juventude Socialista. Possui mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Minho (Guimarães, Portugal) e é membro da diretoria do Conselho Nacional da Juventude de Portugal.

Edil Baisalov
3ª SESSÃO – ABERTURA

Edil Baisalov é um político e atualmente Vice-Presidente do Conselho de Ministros da República do Quirquistão. Antigo Embaixador do Quirquistão no Reino Unido, foi também Vice-Ministro do Desenvolvimento Social do país. Um proeminente ativista dos direitos humanos, entre 2008 e 2010 viveu na Suécia como refugiado do ACNUR.

Eduardo Barcesat
5ª SESSÃO – PAINELISTA

Eduardo Barcesat é um jurista constitucionalista argentino, conselheiro da UNESCO e professor de Direito na Universidade de Buenos Aires. Foi membro da Convenção Constitucional Argentina de 1994. Como renomado defensor dos direitos humanos, Eduardo está profundamente envolvido na promoção de abordagens jurisdicionais à soberania alimentar e à igualdade económica.

Eduardo Leira
7ª SESSÃO – ANFITRIÃO

Eduardo Leira é um arquiteto espanhol de renome. Com um interesse particular na intersecção do urbanismo e do desenvolvimento social. Dirigiu o Plano Geral da cidade de Madrid e liderou uma equipa selecionada para desenhar a cidade de Pequim, entre muitos outros trabalhos que foram reconhecidos nacional e internacionalmente com numerosos prémios.

Eduardo Moreira
6ª SESSÃO – PAINELISTA

Eduardo Moreira é um reconhecido empresário e conferencista brasileiro. Profissional multifacetado, é engenheiro civil e economista de formação, escolhido pela revista Investidor Institucional como um dos três melhores economistas do Brasil. Eduardo é autor de mais de dez livros, incluindo dois best-sellers, e é o fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL).

Efraín Guadarrama
6ª SESSÃO – ABERTURA

Efraín Guadarrama é Diretor Geral de Organismos e Mecanismos Regionais Americanos no Ministério das Relações Exteriores (México) e Coordenador Nacional da CELAC. Mestre em Direito e Economia pelas Universidades de Hamburgo e Roterdã, Efrain também atuou como Diretor Geral de Projetos Anticorrupção no Ministério da Função Pública do México.

Emad Shahin
8ª SESSÃO – PAINELISTA

Emad Shahin é Reitor do Colégio de Estudos Islâmicos (CIS) da Universidade Hamad bin Khalifa, Fundação do Qatar, e membro sénior da Universidade de Georgetown. A sua pesquisa centra-se nas relações entre o Islão e a política, a democracia geral e a reforma política das sociedades muçulmanas. Anteriormente, foi editor-chefe da The Oxford Encyclopedia of Islam and Politics.

Ericka Ñanco
6ª SESSÃO – PAINELISTA

Éricka ‘Coca’ Ñanco é uma agrônoma, ativista e política chilena, membro do partido Revolución Democrática. Desde 2021, é membro do Congresso Nacional do Chile pela região da Araucanía, onde é a presidente regional do seu partido. Como ativista, faz parte de vários colectivos feministas, estudantis, ambientais e indígenas.

Fabio Senne
4ª SESSÃO – PAINELISTA

Fabio Senne é Coordenador de Projetos do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). Especialista em desigualdades digitais, políticas de inclusão digital e desenvolvimento da sociedade do conhecimento, Senne é mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo.

Felipe Llamas
5ª SESSÃO – ANFITRIÃO

Felipe Llamas é um académico e político espanhol, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Jurídicas da Universidade Carlos III (Madrid). Foi vereador da cidade de Madrid e Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara. Felipe é um especialista em política fundiária e urbanismo, mas também em governação participativa e colaboração internacional entre governos locais.

Gaspard Estrada
3ª SESSÃO – ANFITRIÃO

Gaspard Estrada é o Diretor Executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe na Sciences Po, França. Colaborador de Op-Ed em vários jornais, Gaspard foi também professor em várias instituições de ensino europeias e a sua pesquisa se centra na comunicação política e nas campanhas eleitorais. Lidera cluster de Geopolítica e Demoscopia do Common Action Forum.

Heloísa Villela
1ª SESSÃO – ANFITRIÃ

Heloísa Villela é uma jornalista brasileira, atualmente comentarista de política internacional no programa independente ICL Notícias. Foi correspondente da Rede Globo em Nova Iorque durante 17 anos, cobrindo acontecimentos históricos como os ataques às Torres Gémeas e o furacão Katrina, entre outros. Trabalhou também na Rede Record e na CNN Brasil.

Inna Afinogenova
3ª SESSÃO – PAINELISTA

Inna Afinogenova é uma jornalista russa. Formada pela Universidade Estatal de Moscovo M.V. Lomonosov, Inna é colaboradora regular de vários jornais digitais e meios de comunicação emergentes e Secretária de Relações Internacionais do Sindicato de Jornalistas de Madrid.

Jamila Venturini
4ª SESSÃO – PAINELISTA

Jamila Venturini é uma pesquisadora brasileira e codiretora da Derechos Digitales, uma organização sem fins lucrativos sediada na América Latina dedicada à promoção e defesa dos direitos humanos em ambientes digitais. Autora de vários livros, Jamila é uma jornalista de sucesso e membro da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits).

Jean Wyllys
3ª SESSÃO – PAINELISTA

Jean Wyllys é um jornalista, ativista e político brasileiro. Foi deputado federal na Câmara dos Deputados do Brasil, tendo-se exilado durante anos, depois de ter sido eleito para um terceiro mandato, devido a ameaças de morte por parte da extrema-direita. Doutorando na Universidade de Barcelona, a sua pesquisa se centra na Ciência Política e na desinformação.

Jessé Souza
2ª SESSÃO – PAINELISTA

Jessé Souza é um professor, advogado, escritor e sociólogo brasileiro que foi presidente do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (Ipea) no Brasil. É conhecido pelo seu trabalho sobre teoria social, pensamento social brasileiro e desigualdades, em particular sobre a dinâmica entre estratos socioeconómicos e a evolução das classes na sociedade brasileira contemporânea.

João Afonso Zavattini
6ª SESSÃO – PAINELISTA

João Afonso Zavattini é mestre e doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP). Professor livre-docente de Climatologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e com pós-doutorad pela Università degli Studi di Torino (Itália), é também autor de diversos artigos e livros, entre eles “Os Estudos de Clima no Brasil”.

John Ralston Saul
SESSÃO NOTURNA

John Ralston Saul é um premiado filósofo, romancista, ensaísta e autor canadense. Defensor acérrimo da liberdade de expressão, é co-presidente do Institute for Canadian Citizenship e presidente emérito da PEN International. Saul é mais conhecido pelos seus escritos sobre a natureza do individualismo, a cidadania e o bem público, e os fracassos das sociedades dirigidas por tecnocratas.

José Luis Rodríguez Zapatero
PALESTRA DE ABERTURA

José Luis Rodríguez Zapatero foi Primeiro-Ministro de Espanha durante dois mandatos consecutivos (2005-2011) e líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE) durante mais de 12 anos. Os marcos do seu mandato incluem a retirada das tropas espanholas do Iraque e o desmantelamento da organização terrorista ETA. Dedicou grande parte das suas actividades pós-governo à promoção da paz internacional.

Leticia Merino
5ª SESSÃO – PAINELISTA

Leticia Merino é antropóloga e professora no Instituto de Investigação Social da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM). Pioneira no seu campo, a sua especialidade é o uso integral e sustentável dos recursos naturais e as dinâmicas internas de gestão das comunidades tradicionais, bem como as oportunidades e limitações que ambos representam para as políticas públicas.

Manuela Carmena
1ª SESSÃO – PAINELISTA

Manuela Carmena é uma magistrada espanhola que foi Prefeita de Madri (2015-2019). Foi juíza durante mais de 30 anos, bem como porta-voz do Conselho Geral do Poder Judicial de Espanha de 1996 a 2001 e Presidente-Relatora do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária. É autora de vários livros que refletem sobre a modernização do direito e a preservação da democracia.

Maria Fernanda Ramos Coelho
1ra SESIÓN – PANELISTA

Maria Fernanda Ramos Coelho é a atual Secretária Executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil. Formada em Jornalismo e com especialização em Gestão Pública, foi Presidente da La Caixa e Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Até 2022, ocupou o cargo de Subsecretária do Consórcio do Nordeste e, posteriormente, dirigiu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington.

Murilo Komniski
BOAS-VINDAS INSTITUCIONAIS

Murilo Komniski é diplomata de carreira e professor de Relações Internacionais no Brasil. Atualmente é Assessor Especial da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil. Graduado em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco, Murilo também foi Assessor Especial da Delegação Permanente do Brasil junto à UNESCO.

Naledi Pandor
7ª SESSÃO – ABERTURA

Naledi Pandor é uma política, educadora e académica, atualmente Ministra das Relações Internacionais e da Cooperação da África do Sul. Anteriormente, foi deputada pelo Congresso Nacional Africano (ANC) e Presidente do Conselho Nacional das Províncias, acabando por se tornar Presidente da Câmara Alta do Parlamento sul-africano. Foi Ministra da Educação da África do Sul, Ministra da Ciência e Tecnologia, Ministra dos Assuntos Internos e Ministra do Ensino Superior e da Formação em vários governos até ao seu cargo atual.

Paolina Vercoutere
7ª SESSÃO – PAINELISTA

Paolina Vercoutere é uma política franco-equatoriana do povo Quechua Otavalo e membro do partido Revolución Ciudadana. Foi governadora de Imbabura, onde é atualmente vice-prefeita. Engenheira em Desenvolvimento Cultural e Social pela Universidade de Otavalo, Paolina também foi vice-presidente do Kiwcha Cabildo.

Patricio Cabello
4ª SESSÃO – ANFITRIÃO

Patricio Cabello é pesquisador no Centro de Pesquisa Avançada em Educação da Universidade do Chile. Com um doutorado em Psicologia Social, Patricio centra a sua pesquisa no desenvolvimento social das habilidades digitais e na sua ligação à educação, inclusão, participação comunitária e cidadania. Patricio lidera o cluster de Cidadania Digital do Common Action Forum e também foi consultor da UNESCO e da UNICEF.

Paulo Abrão
2ª SESSÃO – ANFITRIÃO

Paulo Abrão é um advogado brasileiro e antigo Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Doutor em Direito, foi também Secretário Executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul, bem como Secretário Nacional de Justiça. Atualmente dirige o Washington Brazil Office (WBO).

Paulo Sérgio Pinheiro
8ª SESSÃO – PAINELISTA

Paulo Sérgio Pinheiro é um acadêmico brasileiro e ex-ministro da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos.
Direitos Humanos. Cientista político e professor da USP, Paulo Sérgio é presidente da Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria desde 2011. Ele também atuou como Relator Especial da ONU para Burundi e Mianmar. Pinheiro é ex-Comissário e Relator sobre os Direitos da Criança da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)

Pedro Brieger
3ª SESSÃO – PAINELISTA

Pedro Brieger é um académico argentino e jornalista premiado. Centrando grande parte do seu trabalho na política internacional, Pedro é professor na Universidade de Buenos Aires (UBA), lecionando Sociologia do Oriente Médio. É diretor do NODAL, um sítio de notícias que analisa os meandros políticos dos países da América Latina e do Caribe.

Pedro Manuel Moreno
5ª SESSÃO – ABERTURA

Pedro Manuel Moreno é Secretário-Geral Adjunto da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Foi pesquisador da UNESCO e da Universidade Complutense de Madrid. Anteriormente, Pedro foi Chefe de Gabinete da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e Conselheiro Especial do Administrador Associado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Petra Stienen
2ª SESSÃO – PAINELISTA

Petra Stienen é ex-senadora holandesa. Foi chefe da delegação dos Países Baixos na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Durante 17 anos foi diplomata responsável pelas relações bilaterais com o Oriente Médio, a Europa e os EUA. O seu trabalho em questões como a inclusão e a diversidade foi reconhecido com vários prémios e é autora de numerosos livros.

Rafael Heiber
ENCERRAMENTO INSTITUCIONAL

Rafael Heiber é cofundador e vice-presidente do Common Action Forum. Geógrafo e climatologista, mestre em Planejamento Territorial e doutor em Sociologia, é especialista nos vínculos políticos entre tecnologia, cidadania e território. Além de suas atividades acadêmicas e de pesquisa, ele também é consultor jornalístico, comentarista e colunista de vários meios de comunicação internacionais.

Raj Patel
7ª SESSÃO – PAINELISTA

Raj Patel é um acadêmico inglês, economista e autor premiado. Com doutorado em Filosofia pela Cornell University, escreveu Stuffed and Starved: The Hidden Battle for the World Food System e vários outros livros sobre sistemas alimentares e economia. Raj é professor na Lyndon B Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas, em Austin.

Salil Shetty
1ª SESSÃO – PAINELISTA

Salil Shetty é um ativista indiano de direitos humanos que desempenha atualmente o cargo de Vice-Presidente Global de Programas da Open Society Foundations (OSF). Anteriormente, foi Secretário-Geral da Amnistia Internacional (2010-2018), supervisionando o seu salto de uma organização predominantemente europeia para um movimento global pelos direitos humanos. Anteriormente, dirigiu também a Campanha do Milênio da ONU.

Sishuwa Sishuwa
8ª SESSÃO – PAINELISTA

Sishuwa Sishuwa é um escritor da Zâmbia, historiador e professor catedrático na Universidade de Stellenbosch, na África do Sul. Entre outros temas, a sua investigação aborda as primeiras raízes pós-coloniais e mesmo tardias da política democrática contemporânea em África. Sishuwa presta regularmente assessoria política e é um conhecido comentarista político em vários meios de comunicação social.

Sylvia Siqueira
6ª SESSÃO – ANFITRIÃ

Sylvia Siqueira, jornalista, ecofeminista antirracista, nasceu no Recife e cresceu entre as lutas por direitos, justiça e democracia nas cidades de Pernambuco, no Brasil e no mundo. Esteve na direção de organizações como Mirim Brasil, Abong, IFM-SEI, FLAJ e Nossa América Verde. Atuou com Malala Yousafzai pelo direito das meninas à educação. Atualmente está como Oficial de Programas por Governança Democrática para América Latina e Caribe na Open Society Foundations.

Tesh Sidi
4ª SESSÃO – PAINELISTA

Tesh Sidi é uma engenheira informática sarauí e líder em Big Data. Recentemente eleita deputada espanhola, nasceu nos campos de refugiados de Tindouf (Argélia). Tesh é uma especialista de renome em tecnologias globais e trabalhou em grandes empresas de consultoria e startups tecnológicas. É uma ativista feminista dedicada, defendendo também os direitos dos migrantes e dos refugiados.

Verónika Mendoza
2ª SESSÃO – PAINELISTA

Verónika Mendoza é uma antropóloga e política peruano-francesa. Com um mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Paris 3-Sorbonne Nouvelle, foi presidente do movimento político Novo Peru de 2017 a 2021. Foi deputada da República do Peru por Cusco e duas vezes candidata à presidência do país.

Wadah Khanfar
BOAS-VINDAS INSTITUCIONAIS

Wadah Khanfar é cofundador e presidente do Common Action Forum. Antigo Diretor-Geral da rede Al Jazeera, foi nomeado um dos “Jovens Líderes Globais” no Fórum Económico Mundial de 2008 e ficou em primeiro lugar no Top 100 Global Thinkers de 2011 da Foreign Policy.

Colaboradores

Sedes

Cobertura de evento

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